Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações

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Elvas é um concelho raiano, que mantém as suas tradições alentejanas aliadas a um rico património construído, com especial destaque para o de carácter militar que deu e dá uma projeção internacional a esta cidade fortaleza, classificada como Património Mundial.

A gastronomia e os vinhos, a ruralidade das suas vilas e aldeias, são apenas alguns dos muitos atrativos a (re)descubrir numa visita. Elvas é mantêm ao longo do ano uma serie de eventos lúdicos e culturais que proporcionam um incentivo mais ao rumar a este recanto do Alentejo.

A Feira de S. Mateus, anualmente apartir de 20 de Setembro, sendo uma das maiores romarias do Alentejo, que junta tradição e religiosidade a um programa de atos que merecem ser vividos.

Património Mundial




As Fortificações de Elvas foram declaradas Património Mundial a 30 de Junho de 2012, pela Comissão do Património Mundial reunida em S. Petersburgo, Russia.

As Fortificações de Elvas destacam-se pelas suas características notáveis de implantação e de ordenamento deste sistema de defesa. As fortificações de Elvas assentam num processo continuado de qualificação da capacidade militar defensiva e na progressiva adaptação a diferentes tipos de guerra, testemunhando os processos de evolução do armamento, da engenharia militar e possuindo excelentes exemplos de sistemas defensivos.

Elvas é um extraordinario exemplo de uma cidade-quartel e as suas muralhas abaluartadas construidas como resposta à hegemonia de poderes em Europa do sec. XVII. Elvas é neste contexto o exemplo das aspirações lusas de se transformar num pais independente, representando as aspirações universais dos estados europeus de autonomia e território no seculo XVII.

A classificação abrange todo o Centro Histórico de Elvas, o Aqueduto da Amoreira, o Forte da Graça, o Forte de Santa Luzia e os fortins de São Pedro, S. Mamede e Piedade, estando inscrita como Cidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e as suas Fortificações.

O Centro Histórico é definido pela fortificação abaluartada, no interior da qual esta cidade quartel conserva outras três cercas medievais, além de um rico património militar, civil e religioso, que em tempo de guerra transformavam esta urbe numa verdadeira máquina de guerra.

Verdadeira "Chave do Reyno", guardando a principal fronteira entre Lisboa e capital da Espanha, Madrid, a cidade-quartel de Elvas foi fortificada intensivamente entre os séculos XVII e XIX para se tornar na maior fortificação abaluartada de fosso seco do mundo, rodeada por fortes construídos nas colinas circundantes para a reforçar.



O abastecimento de água à guarnição era feita através dos 7 km de comprimento do Aqueduto da Amoreira, construído no sec. XVI/XVII  sendo um elemento-chave que permitiu à fortaleza resistir a cercos prolongados. Dentro das muralhas, a cidade contém vários quartéis e outros edifícios militares, bem como igrejas e mosteiros, alguns adaptados para funções militares.

O Centro Histórico, com seu castelo, muralhas medievais e edifícios civis e religiosos são o testemunho do desenvolvimento da cidade de Elvas crescendo sempre protegida pelos três sucessivos recintos amuralhados, que vão desde a cerca muçulmana do sec. X à muralha Fernandina do sec. XIV, coroado com o reforço abaluartado seiscentista do período da Restauração (1641 -68), quando uma grande variedade de edifícios militares foram construídas para torná-la numa máquina de guerra.

As fortificações abaluartadas da cidade e os fortes de Santa Luzia e da Graça reforçados com os fortins de São Mamede, São Pedro e São Domingos refletem a evolução do sistema holandês de fortificação adaptado a um sistema de defesa de fosso seco.

As fortificações abaluartadas foram iniciadas em 1643, e são um complexo sistema de sete baluartes, quatro meios baluartes e um redente inseridos num polígono irregular.. As fortificações do Centro Histórico foram desenhados pelo jesuíta holandês Cosmander, com base nas tábuas de fortificar de Samuel Marolois, cujo trabalho em conjunto com o de Simon Stevin e Adam Fritach lançaram Escola Holandesa de Fortificar em todo o mundo. Cosmander aplicou a teoria geométrica de Marolois à topografia irregular de Elvas, para produzir um sistema defensivo considerado uma obra-prima do seu tempo.


No século XVIII, o Forte da Graça foi construído em resposta ao desenvolvimento da artilharia de longo alcance, bem como os quatro fortins situados a oeste da cidade.

Elvas é excepcional como uma paisagem militar, com relações visuais e funcionais entre as suas fortificações, que representam a evolução da arquitectura militar e da tecnologia procedente da escola holandesa, a teoria e a prática militar italiana, francesa e inglesa.

10 razões para visitar Elvas

Vir a Elvas por primeira vez ou revisita-la é uma boa oportunidade de conhecer a história, património, cultura, saberes e sabores do Alentejo. A meio caminho entre Lisboa e Madrid, bem perto da fronteira espanhola Elvas tem muito mais de 10 razões para o cativar, contudo abrimos-lhe o apetite com estas 10 e deixamo-lo descubrir as outras 1000 que o farão apaixonar-se por esta cidade.



1. Chave do Reyno


Chegar a Elvas é facíl, desde o norte via A23 e de Portalegre a Elvas pela 246, desde Lisboa ou Évora pela A6 e desde Espanha pela "A5-Autovia del Suroeste".  Uma cidade atual, acolhedora e modernizada que combina nova infraestruturas com os testemunhos do seu passado.

Apenas a 8 quilometros de Badajoz (Espanha) e a 100 kms nordeste de Évora é uma cidade rica em património, sendo apelidada de "Chave do Reino", pelo seu papel primordial na história de Portugal. Hoje é uma pequena cidade no Alentejo e em conjunto com Badajoz (Espanha) conformam uma Eurocidade ibérica de 200.000 habitantes.


2. Fortificações, Património Mundial


As Fortificações de Elvas foram declaradas Património Mundial a 30 de Junho de 2012, pela Comissão do Património Mundial reunida em S. Petersburgo, Russia.

A classificação abrange todo o Centro Histórico de Elvas, o Aqueduto da Amoreira, a Antiga Sé, o Forte da Graça, o Forte de Santa Luzia e os fortins de São Pedro, S. Mamede e Piedade, estando inscrita como Cidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e as suas Fortificações, consideradas a maior fortificação abaluartada de fosso seco do mundo.


3. Comeres e beberes do Alentejo


A gastronomia de Elvas, rica em sabores do Alentejo, distingue-se por algumas receitas originais e que fazem das iguarias locais referência regional. Estes manjares aliam-se à qualidade dos peixes e mariscos que trazem fama internacional aos restaurantes locais.

Bacalhau Dourado, Carne à Alentejana, Gaspacho, Sericaia com Ameixas, Sopa de tomate, Empadas, hummmmm....

E a meia tarde sugerimos um petisco com produtos da região, um bom pão alentejano, azeite acompanhado com vinhos alentejanos.


4. Férias ativas


Ao redor de Elvas vai encontrar o "spot" ideal para as suas  aventuras. A planicie, o rio Guadiana, a Barragem do Caia proporcionam-lhe as condições para a caça, a pesca, o windsurf, raid a cavalo, BTT, trilhos para running em pleno contacto com a natureza.

Em Elvas os desportistas encontram infraestruturas de alta qualidade que albergam campeonatos internacionais e permitem aos locais e visitantes usufruir da posssibilidade de aumentar a sua qualidade de vida. E claro a maior pista de gelo da Península Ibérica!


5. Aldeias e saberes


Para além da cidade de Elvas, e num raio de menos de 20kms., vai encontrar vilas e aldeias recheadas de gentes que mantêm os saberes de outrora, produzindo artesanato tradicional do Alentejo. Também nestas pequenas aldeias nos cruzamos com os "novos rurais" que migraram das urbes litorais em busca do relax que estas terras lhes oferecem.

Mas a tradição também se reinventa e o arteseanto é reinterpretado por artistas que aproveitam novas técnicas e conceitos às costumes tradicionais.


6. Templos de cultura


Desde há muito que historiadores e coleccionadores têm deixado as suas descobertas ao dispor dos naturais do concelho e dos visitantes. A Biblioteca Municipal guarda jóias da cultura de Portugal como o Cancioneiro Públia Hortênsia de Castro ou um dos raros exemplares do "Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia" do sec. XVI.

O Museu de Arte Contemporanea, de Fotografia, Arte Sacra ou o Militar, instalado no interior da fortificação, são boas opções para conhecer mais sobre Elvas e contactar com a cultura.


7. Shopping


A posição geográfica de Elvas sempre a colocou como uma ponte entre Portugal e Espanha, fortalecendo o seu carácter comercial. Em pleno centro histórico encontramos o principal pólo de comércio local, com especial incidência para as ruas de Alcamim, Olivença, Carreira, Feira e Cadeia. Menage, atoalhados, boutiques, ourivesarias, retrosarias, etc. são alguns dos ramos de negócio que podemos encontrar nesta zona da cidade, para além de outras lojas de bens e serviços.

8. Festa para todos


A feira de S. Mateus, em Setembro, é um momento especial para todos os elvenses, mas a ela juntaram-se o Carnaval internacional, a Feira medieval, o Festival da juventude, as Noites de verão, os concertos no Coliseu, o festival de jazz e de música de câmara,  fazendo que Elvas tenha uma das melhores agendas culturais do Alentejo.

9. As pessoas


Se há gente boa no mundo, se os alentejanos são acolhedores, as pessoas de Elvas são seguramente os melhores anfitriões que pode encontrar.

10. Passo a passo


Com guias-interpretes oficiais a possibilidade de conhecer recantos e histórias que as muralhas, igrejas, ruas e espaços que uma cidade, de mais de 1000 anos, têm para lhe oferecer.






Forte da Graça ou de Lippe


Englobado na classificação de Património Mundial que a UNESCO concedeu em 2012 ao conjunto de fortificações de Elvas, o Forte da Graça ou de Lippe é sem dúvida a joia das fortificações portuguesas e um exemplo da arquitetura castrense do sec. XVIII.

Pensado pelo Conde de Lippe para proteger Elvas, e assim ocupar o monte de N. Sra. da Graça, desde o qual as tropas inimigas podiam bombardear a cidade desde essa posição elevada, foi designado como diretor dos trabalhos o engº Étienne, substituído depois pelo coronel Valleré, tendo a sua sua construção sido iniciada em 1763, na qual trabalharam entre 3 e 4 mil homens, tendo terminado em 1792, ainda no reinado de D. José I.

Será D. Maria I que, na sua limpeza ideológica, mandou alterar a denominação do forte, deixando este de ser o Forte de Lippe passando a estar debaixo da benção de N. Sra. da Graça.

Entrar pela porta do Dragão e visitá-lo nos dias de hoje, depois da sua recuperação em 2015, é conhecer o maior monumento existente em Portugal, num interminável itinerário que nos leva a descobrir uma área total de 7 hectares de edificações militares.

Para aceder à Magistral há que fazê-lo atravessando uma ponte levadiça que protege a entrada na qual, entre atributos militares, existe uma placa de mármore recordando-nos que a obra se fez durante a administração de Sebastião José, Marquês de Pombal. Era neste reduto que decorria a vida deste monumento enquanto fortaleza de guerra, estando construída sobre um quadrado de 150m de lado, com 4 baluartes, sobre os quais estão as antigas casas de oficiais.

À nossa frente ergue-se agora o Reduto Central, uma alta torre octogonal, no interior da qual se sucedem os diferentes pisos, que vão desde a cisterna até ao Palácio do Governador, numa sucessão de elementos castrenses que se aliam a uma componente estética, cuja cúpula do cruzeiro da igreja é um perfeito exemplo dessa dupla função defensiva e arquitetónica.

O interior do Palácio do Governador nada tem que ver com o rigor das casamatas e galerias de tiro que constituem as obras exteriores à magistral. Entrando nesta área nobre existe a sala de audiências onde umas pinturas murais recordam os trabalhos necessários à sua execução rodeados por outros onde são exibidas as armas da cidade e da fortificação com o seu dragão, símbolo da inexpugnabilidade e resistência do forte. Os estuques, de primorosa execução que decoram a sala principal da residência, são distintivos da riqueza e teatralidade do barroco. Subir ao terraço superior do palácio é um passo obrigatório na visita ao forte e desde onde pode observar toda a magnitude das várias fortificações de Elvas, incluindo o Aqueduto da Amoreira e o Forte de Sta. Luzia, além do centro histórico da cidade.

Rodeando todo o reduto e magistral estão as obras exteriores, que nos tempos que este forte foi usado como prisão militar, mas também politica, estavam alojados os prisioneiros. Nesta zona exterior merece destaque o hornaveque, solução construtiva que defendia de forma excecional a zona de mais fácil ataque ao complexo, nas proximidades do qual está a Fonte do Marechal, usada em tempos de paz para abastecer de água o forte e simultaneamente castigo para os presos ao terem que fazer o caminho até ao forte transportando barris meios de água.

Este forte foi o culminar de todas as técnicas de construção militar na Europa, sendo usadas na sua construção técnicas ancestrais como as bocas de lobo, aliadas às mais inovadoras soluções de engenharia em uso à época, o que levaram a considera-lo o maior expoente da arte de construção militar da época e que hoje não deixa ninguém indiferente ao entrar nos seus muros.

visitas guiadas

Elvas Guided Tour 
Visita guiada ao Centro Histórico de Elvas, com inicio junto à Fonte da Misericórdia (Praça 25 de Abril), visitando: Aqueduto da Amoreira, Muralhas Islâmicas, Medievais e Abaluartadas, Castelo, Alcáçova, Igreja das Domínicas, miradouros, Pelourinho e Antiga Sé.
+ info: elvas@alentejowelcome.com 
+351 933259036 
+34 622091414 





Elvas World Heritage Tour
Panorâmica exterior às Muralhas, subida ao Forte de Santa Luzia, com possibilidade de visita ao Museu Militar, Santuário do Senhor Jesus da Piedade e Aqueduto da Amoreira. Percurso a pé no Centro Histórico de Elvas, incluindo: Muralhas Islâmicas, Medievais e Abaluartadas, Castelo, Alcáçova, Igreja das Domínicas, miradouros, Pelourinho e Antiga Sé.
 Duração 4H00
+ info: elvas@alentejowelcome.com 
+351 933259036 
+34 622091414



Elvas Monumental
Percurso a pé no Centro Histórico de Elvas, incluindo: Muralhas Islâmicas, Medievais e Abaluartadas, Aqueduto da Amoreira; Zona Militar Histórica, Castelo, Pelourinho, Igreja das Domínicas, Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco, Cemitério dos Ingleses e Antiga Sé.
Duração 4H00
+ info: elvas@alentejowelcome.com
+351 933259036
+34 622091414


Elvas Sunset Walls Tour (de abril a setembro)
Percurso a pé no Centro Histórico de Elvas, incluindo: Muralhas Seiscentista, Baluartes e Fossos, Muralha Islâmica, e Aqueduto da Amoreira.
Duração 2H00
+ info: elvas@alentejowelcome.com
+351 933259036
+34 622091414

ver também itinerários culturais

 

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